domingo, 25 de maio de 2014

Qual é a herança que deixaremos para a próxima geração?

   Todos temos nossas próprias ideias e opiniões acerca do mundo e da sociedade: ideologias e crenças que aprendemos sozinhos e/ou que herdemos. O modo como captamos isso, a forma de aceitação ou discordância, mostrará se seremos mais céticos ou mais crédulos.
 
   Um exemplo prático é o catolicismo. A maioria dos habitantes desse país é católica, e como tal, ensinará costumes e crenças que aprendeu aos seus filhos, eles querendo ou não. Quando crianças, não temos nossa própria opinião acerca de muitos assuntos, principalmente a religião, e aceitamos da forma mais crédula possível.
 
   Por causa do costume e a acomodação, ao crescer fisicamente e psicologicamente, muitas pessoas não tendem a ir em busca de outras religiões, tentar entender a ideologia delas, ao menos pensar se a qual segue é realmente necessária para o entendimento da própria vida, aceitando como a sua a principal e única verdadeira, e, muitas vezes, defendendo-a de forma freneticamente alienada.
 
   Religião realmente é algo muito difícil de entender, não é somente indo as reuniões e praticando os rituais que teremos entendimento. Se formos alienados principalmente nesse assunto, seremos facilmente manipulados pelas pessoas que tem o poder da retórica, seremos somente mais um peixinho na rede.
 
   Já parou para pensar o que vai ensinar aos seus filhos, ou futuros filhos? Se eles vão aceitar credulamente ou ceticamente? Você vai ensinar o que acha que é melhor, ou vai ensinar o que é o melhor? Vai deixar escolhas?
 
   Aprendemos muitas coisas com os nossos pais, coisas que eles acham que é melhor para nós e algumas coisas que na forma de educar que discordamos, achamos erradas. Nenhuma família é "perfeita", todas têm seus altos e baixos, principalmente quando os filhos já estão grandes o suficiente para reclamar seus direitos e ter suas próprias opiniões. 
 
   De início, muitos pais irão se revoltar com muitas escolhas dos filhos, nessa "reclamação por liberdade", e na mudança ou pequenas alterações de personalidade, porque eles já não têm mais o controle da situação, seus filhos já cresceram de muitas formas e eles ainda o querem como antes. Muitos jovens não aguentam a pressão e acabam fazendo bobagens pelo que era somente a aceitação e/ou entendimento inicial dos pais.
 
   Muitos têm a ideia errônea de que criar um filho é somente cuidá-lo e protegê-lo de todos os caprichos do mundo, querê-lo como sua cópia perfeita, mas não, criar um filho é formar mais um humano capaz de fazer o imprevisível, de ser o imprevisível, e principalmente mudar as coisas ao redor.
 
  Alguns pais se culpam pelo que os filhos se tornaram de ruim e/ou algo que não gostam, atribuindo à possibilidade de ser uma falha na educação. Mas isso é também a forma com que os filhos absorveram algumas ideologias ou ideais, achando que as absorvendo diminui ou cicatriza toda uma mágoa que poderiam ter sofrido na infância ou na adolescência.
 
   Querer que o filho pense como os pais, não os deixando escolhas e brechas, é privar de toda a liberdade que eles têm direito, de ser um possível humano brilhante, gênio, e principalmente uma pessoa melhor para com as outras. Cada pessoa tem uma característica única, é o que faz com que sejamos diferentes. Não queira que alguém seja igual a você, é desperdício de tempo. 
 
  Deixe de herança o melhor para seus filhos, mas seja aberto também a discordâncias e críticas construtivas, porque todos temos falhas em alguns aspectos. Não queira dar a mesma educação que recebeu, existem épocas, pessoas e situações diferentes.
   

quarta-feira, 23 de abril de 2014

A matemática das relações pessoais

  Já parou para pensar o quanto as pessoas ao seu redor significam? Se elas somam, diminuem, dividem, multiplicam ou simplesmente são neutras, não tem algo a dar ou tirar na sua vida? 
 
  Vivemos do novo, da experimentação. Um exemplo prático disso é quando entramos em um novo círculo social, seja de pessoas que têm algo em comum, seja no colégio/faculdade, ou em um novo ambiente de trabalho. Por ser totalmente novo, pode ser que não conhecemos praticamente ninguém em qualquer ambiente desses, pode ser que haja o conhecimento visual de alguma ou algumas pessoas. E aí, você confia, ou conta sobre a sua vida pra qualquer um que perguntar sobre ela?  
 
  Em um novo ambiente de trabalho qualquer pessoa pode ser um bode expiatório. Como você é uma pessoa nova e quase ninguém a conhece, o patrão pede para que saibam mais sobre você, sobre sua personalidade, etc., para ver se é digno de confiança, e qualquer deslize pode ser um ponto a menos na sua vida profissional, isso é normal em qualquer ambiente de trabalho novo. Mas, você teria auto controle e cautela nesse caso?
 
  Quando você conhece a pessoa a pouco tempo e está convivendo com ela, é muito difícil saber se ela realmente está do seu lado. Dificilmente você saberá a resposta logo de início, normalmente a resposta vem por acaso, ou depois de uma prova que eu diria que é a prova de lealdade, quando algo acontece e o final dela depende da pessoa que vai provar se é leal a você ou não.
 
   Cautela é um ponto a mais nesse seu novo ambiente social, porque as pessoas são imprevisíveis. A pessoa pode estar numa boa e aí do nada ela estoura (a chamada pessoa pavio curto), por uma coisa totalmente besta e você tem a sorte de estar nesse lugar na hora errada e ouve coisas desagradáveis. Se você for uma pessoa cautelosa, vai ouvir isso e ignorar porque não vale a pena dar trela a esse tipo de coisa, porque num momento de raiva essa pessoa será imprevisível ao quadrado.
 
   Um tipo de pessoas que ninguém gostaria de conhecer são os "zeros à esquerda". São os tipos de pessoas que não evoluem, que falam mal, que querem saber de coisas que não adicionarão nada em sua medíocre vida. Definitivamente estacionaram na evolução e não te adicionarão absolutamente nada, ao contrário, te diminuirão, se você deixar.
 
   É bom repensar em amigos, colegas e até melhores amigos. Às vezes é necessário fazer uma faxina em nossas relações, retirar alguns e adicionar outros. As pessoas mudam, e com elas o valor que elas têm pela amizade. As pessoas vêm e vão, não devemos se apegar muito a elas, tão pouco supervaloriza-las em troca de desprezo.
   
   E acima de tudo, questione-se. Uma dúvida vale muito mais que uma afirmação precipitada.
   

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

A arte de palpitar

 Opinião, ideia, sugestão, até aí tudo bem. Mas quando o palpite vira uma coisa tipo opinar a vida alheia e/ou coisas que não vem ao seu conhecimento, aí é outra coisa. Vira um "palpite idiota", aquela coisa que a pessoa devia guardar para si, que não vem ao cabimento dizer. A garganta fica fazendo cócegas, com vontade de dizer: ninguém pediu sua opinião. 

  Coisas como o que você fez/ faz /irá fazer, gostos aleatórios no seu trabalho, em casa, e/ou na escola, o palpite idiota está a sua espreita, esperando um momento oportuno de dar as caras.
  
   As pessoas adoram falar da vida de outras pessoas, principalmente mal. Nem se dá o conhecimento se tal pessoa é realmente como aparenta ser, mas tá criticando. Essas pessoas acham que todos têm uma caixinha escrita: "compro opinião alheia". Não seria legal: - O que você acha da Joana? - Eu não conheço ela, mas aparenta ser legal. Ou: - Eu não conheço ela, mas não curti ela muito não. Mas não, não é assim, por incrível que pareça é assim: - O que você acha da Joana? - Aquela puta desgraçada? Ah só com aquela roupa de Tati-Quebra-Barraco já desvia a atenção de qualquer marmanjo.

  Isso é quase a tradução de uma rede social de perguntas e respostas: o Ask.fm. Nada contra uma pessoa ter uma conta nessa rede social, eu até tinha uma conta no antigo Formspring. Qual a diferença entre as redes? Quase nenhuma, somente o fato de que no ask as pessoas compartilham em outras redes sociais as respostas irônicas, tipo eu "tô podendo", o que no formspring não era feito com tanta frequência. Você não precisa esfregar na cara das pessoas suas ironias, seus mal-dizeres, e xingões aos palpites descarados, ou popularmente dizendo: "Sai daqui recalque!". Porque o facebook era para ser pura alegria, pô.

   Ninguém é alienado e tem conhecimento a todos os assuntos. Se você não sabe de algo sobre o que as pessoas estão falando, ou não gosta sobre o que elas estão falando, não fale ou simplesmente saia de perto. Você não vai parecer um idiota se não souber o que dizer, e tão pouco precisará bancar uma pessoa popular e/ou um sabichão da vida.

  

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Yes, we are monsters.

   Nós, seres vivos mais evoluídos, com um grande domínio sobre o planeta e outros seres que aqui também habitam, somos superiores aos outros no quesito inteligência, mas em outros quesitos como solidariedade e proteção aos mesmos e de outras espécies não somos assim tão evoluídos, podemos dizer que somos um tanto quanto monstros.

  Por sermos superiores à eles, criamos o pré-conceito de que eles são dependentes de nós, temos de protegê-los, alimentá-los e talvez mimá-los. Isso acontece principalmente com animais domésticos: cães e gatos. Algumas pessoas se sentem sozinhas e/ou consideram o bichinho como se fosse parte da família e algumas vezes, o mimam exageradamente, dando aqueles cuidados que vemos na TV: salão de beleza, roupinhas caras, etc., coisa de madame. Mimo demais pode prejudicar o bichinho, ele pode começar a se tornar um produto como um bichinho de pelúcia e não sendo realmente condizente à sua real natureza.
 
   Por que uns amam demais e outros de menos? Isso é um fato um tanto quanto intrigante, enquanto existem pessoas vegetarianas, veganas, há os que maltratam os próprios bichinhos e/ou os do outros. Um caso que infelizmente é comum até em nossa pequena cidade, é o envenenamento de cães. De praxe que os animais domésticos não são tão "tudo de bom", eles são domesticados para viver com os humanos, não viver como os humanos. Se passar o bonde da cachorrada perto ao seu canil, é claro que o cachorro vai latir histericamente, e se o canil ser mal feito ou melhor dizendo, uma gambiarra, ele vai dar seu jeito e fugir, vai defecar em sua grama, vai sujar sua calçada, e depende da raça, o cão vai parecer um sarnento, bernento e neurótico quando chegar alguém em sua casa. Isso é de longe um motivo para maltratá-los.

  A natureza deles é cuidar e proteger seus donos, do jeito deles, e a única arma deles são os dentes avantajados. Se você tiver a puta sorte de encontrar um na rua que decida que você é uma vítima, ele não vai jogar uma flecha, uma besta, muito menos atirar com um revólver, vai correr mais que um queniano e morder sua pele linda e lisa como um pêssego. E agora, esse é um bom motivo para mautratá-los? Então, se você foi assaltado e afins, por que não vai lá na delegacia ou se a pessoa estiver solta, dá um jeito de ir atrás dela e envenenar ou atirar com um revólver?
 
  Sim, isso é um absurdo. Mas e se revidássemos aos bandidos, teríamos tanta sorte como teríamos se revidássemos aos animais domésticos? Não, porque somos superiores aos animais, eles não podem falar nem tanto ter a astúcia de saber que seu alimento está envenenado, por exemplo, nessas condições, os animais são indefesos, o que nos deixa com um rótulo de monstros.
 
   Se você não tem tempo e/ou condições de cuidar de um bichinho, simplesmente doê-o. Há várias crianças que anseiam por um. Não é porque você está sob domínio que você pode "fazer o que quiser" com ele. Por que não posso fazer o que quiser com eles?

  De acordo com a Declaração Universal dos Direitos dos Animais:

Art. 1° - Todos os animais nascem iguais diante da vida, e têm o mesmo direito à existência.
Art. 2°  b. - O homem, enquanto espécie animal.não pode atribuir-se o direito de exterminar os outros animais, ou explorá-los, violando esse direito. Ele tem o dever de colocar a sua consciência a serviço dos outros animais.
Art. 3° a. - Nenhum animal será submetido a maus tratos e atos cruéis;
           b. - Se a morte de um animal é necessária, deve ser instantânea, sem dor ou angústia.
Art. 6° b. - O abandono de um animal é um ato cruel e degradante.
Art. 11°  - O ato que leva à morte de um animal sem necessidade é um biocídio, ou seja, um crime contra a vida.
Art. 14° a. - As associações de proteção e de salvaguarda dos animais devem ser representadas a nível de governo;
             b. - Os direitos dos animais devem ser defendidos por lei, como os direitos dos homens.

Penalidades:

Art. 32 da Lei de Crimes Ambientais - Lei 9605/98 : Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente e dá outras providências.
Art. 32 - Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. Pena: detenção de três meses a um ano e multa.
      1° - Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.
       2° - A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte de um animal.

  Se souber ou presenciar um maltrato, denuncie. É aquela velha história: se você vê um crime e não faz nada, você é de certa forma cúmplice.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Abra a sua gaveta da criatividade

  Muitas pessoas associam a criatividade com os profissionais da área de comunicação e criação: fotógrafos, designers, webdesigners, cartunistas, publicitários, estilistas, etc. Porque são inovadoras e criativas, bastam olhar algo A pensar no B e criam o C, fazendo isso com muita facilidade. E como isso é possível? Basta exercitar o lado direito do cérebro, o lado "colorido": sentimental, criativo, imaginativo, engraçado.
 
  Qualquer um pode fazer isso. Como treinar para maratonas, ou simplesmente correr para emagrecer, no começo é difícil, você não tem fôlego para acompanhar mas se praticar diversas vezes, você chega lá. E é isso que os profissionais da área da criação e comunicação fazem: praticar!
 
  Outro problema comum entre jovens é o da redação, muitos não conseguem criar algo e ter uma boa gramática. Mas ninguém nasce sabendo, muito menos na nossa cidade que o "portugueis" é horrível. Leia, mas não se subestime e critique que todos os livros são como os livros da Iracema que a professora de português pede para ler por exemplo, onde há histórias com muita agonia e o português é culto, da época colonial.

  Garimpe estilos e títulos, a internet é um vasto campo e seus amigos mais ainda, você vai descobrir muitos fanáticos por aí, mas só peça pra eles não se empolgarem muito se não já dão muitos spoilers e quem sabe descravam a história inteira (eu sou uma dessas, mas to melhorando com o tempo viu!).
 
  Desligue o Programa do Silvio Santos e essas novelas chatas da Globo, que por hora não mostram nada de interessante, só as mesmas histórias e lugares (circuito RJ-SP). Procure novos filmes, e principalmente séries, super indico Spartacus (ação, aventura) , Breaking Bad (suspense, drama), The Big Bang Theory (comédia). Uma série é só a ponta do iceberg, você assiste um e não para mais, é um roteiro melhor que o outro. 

  Se atualize e procure muita inspiração. Você vai ser criativo nos lugares e nas horas mais inesperadas, porque todos nós somos criativos, só esquecemos onde está a chave da gaveta da criatividade.

domingo, 18 de agosto de 2013

Por que a grama tem de ser verde?

  Dogmas, ideologias, superstições, todas antigas. Estamos cheios disso!  "Está namorando pra quê? Tem de casar!; mulher não pode sair à noite; mulher tem que casar e ter filhos pra cuidar; tem de ir na igreja; porque você não gosta de alguns lugares, não conversa e não sai com todas as pessoas você é anti social, não gosta de ninguém; porque você namora não pode ter amigos de outro sexo; se o homem bebe com os amigos pode saber que tem mulher no meio, etc. Bla bla bla...." Aposto que você imaginou seus pais, avós, ou outra pessoa que sempre fala isso, falando o que citei. Quanto machismo e ideologias idiotas em um parágrafo só né!? 
  
  Por que devo acreditar fielmente no que "não sei quem falou"? Por que devo seguir ideologias porque é tradição e meus pais e familiares seguem? Se meus pais falam que A é A sem saber o porquê disso, eu posso certamente duvidar e disser que existe o B, o C e o D. 

  Uma das coisas mais irritantes é você saber que você está certo e ouvir ideologias idiotas, sem nexo falando que você está errado. Vou citar um exemplo clássico: se eu não acredito em deus e te falo claramente isso, não tem o porquê de você insistir que eu acredite nele. Se eu não insisto pra que você não acredite nele, não insiste pra que eu acredita! Cada um tem sua ideologia, respeita-as. A não ser que isso seja prejudicial ao indivíduo, aí podemos abrir uma pequena excessão.

  Temos uma vida tão curta, podemos morrer a qualquer momento, e as pessoas ficam se apegando a coisas incertas, sem lógica. Às vezes você tem um fracasso em um plano, aí alguém diz: aconteceu isso porque deus quis. Então temos um deus carinhoso e misericordioso que adora fazer seus filhinhos sofrerem? Não basta dizer que deus quis assim, ou porque é seu destino é que eu tenha de aceitar isso. Você deve pensar onde errou, talvez melhorar e não repetir isso novamente. 

  Tenha atitude e coragem! Arrisque-se, coma alimentos novos, converse com pessoas diferentes, vá a lugares diferentes, tenha uma vida diferente. Se você caiu, levante-se! Haverá pessoas que te derrubarão ainda mais, que poderão te estender o dedo mindinho ou simplesmente olhar e não fazer nada. Não espere atitude de ninguém, o único capaz de melhorar sua situação é você. Mas é claro que em certas ocasiões precisamos de ajuda, não conseguimos tudo sozinhos.

  Não tenha medo. O medo corta mais profundamente que as espadas. Duvide, questione, debate, mas debate com lógica e com opiniões convencestes. Seja menos sonhador, para que quando um tijolo cair em você, você não pense que é um travesseiro. E acima de tudo, seja você mesmo. As pessoas mais importantes pra você estão ao seu redor por gostarem de você, e não de um falso você.  

sábado, 3 de agosto de 2013

D EFICIÊNCIA

Faz tempo que não escrevo aqui, então postarei um texto do qual eu escrevia regularmente o editorial, quando eu trabalhava no jornal. 

Certamente você deve conhecer muitas pessoas que não são satisfeitas com o corpo, com a situação financeira, com a classe social, enfim, que reclamam de tudo, mesmo tendo quase tudo.

Mas ao contrário dessas pessoas, existem pessoas com deficiência, de nascimento, ou que aconteceu um acidente e consequentemente perdeu um braço, mão, perna, etc. Essas pessoas podem não ter um membro ou dois, ou não podem andar, ou ouvir, ou falar, ou ver.

Mesmo não sendo pessoas normais, muitas delas vivem vidas normais. Aceitam o que Deus não deu pra elas, sendo uma parte do corpo ou não, e vivem suas vidas felizes. Pois se deprimir, ser rancorosa e triste não vai melhorar a deficiência, ao contrário, irá piorar. Se a pessoa deficiente não poder ouvir/falar, poderá andar e ver, se não puder ver, poderá escutar, falar e  andar, se não puder andar, poderá ver, falar  e ouvir e assim sucessivamente.
Muitas dessas pessoas se adaptam à deficiência, fazendo as coisas com outros membros e assim por diante, não reclamam e não pedem pelo que não têm, pelo contrário, agradecem pelo que têm.

Conheço um rapaz que estudava, não sei se estuda ainda, de manhã no mesmo colégio que eu, ele é deficiente visual, uma pessoa especial, e um ano atrás tinha/tem uma namorada. Toda vez que eu via os dois juntos ficava admirando-os, pois é um amor lindo, sincero e verdadeiro, pois mostra que pra ele, não é necessário conhecer a aparência da sua namorada, os valores dela com certeza valeram mais do qualquer aparência visual ou física. Pelo que pude perceber, ela transmitia segurança, lealdade e fidelidade, um amor simples e verdadeiro, que não precisava ser visto, mas sentido e vivido.

O acesso para os deficientes físicos, atualmente é precário, e mesmo em alguns lugares tendo, por exemplo, uma vaga de estacionamento especial pra cadeirantes, e vasos sanitários para cadeirantes, sempre tem alguém que ocupa essas vagas/lugares, não sei ao certo se a pessoa é ignorante, ou mal informada.

Como diz o título da coluna dessa semana: “D EFICIÊNCIA”, muitas vezes a deficiência leva a eficiência, ou seja, a vontade de se acostumar e de se apropriar, sendo uma pessoa alegre e pronta pra vida.

Parabenizo a todos os deficientes, sejam visuais, auditivos, ou físicos, que superaram as dificuldades e se tornaram pessoas melhores, aceitando a situação, e ainda melhorando. Aos que ainda não aceitaram, sugiro não se culpar, e não culpar aos outros, ser diferente é normal.